Agora, de presente de natal aos leitores (caso haja algum, se manifestem nos comentários), segue um conto que eu escrevi para o colégio e que, por sinal, é uma obra prima muito bonita que tem toda uma trama de amor e vida nas ruas, ou não…
Jaqueline Melão
(Um Conto Contemporâneo Adulto)
Jaqueline era uma camponesa muito bela que era conhecida na sua vila por cultivar melões. Certo dia, lá estava em seu fogão, Jaqueline fazendo suas famosas compotas de melão caramelado, quando de repente ouve alguns latidos provindos de seu cão chamado Ruffus, um belo grande e gordo Labrador Escocês, então saiu depressa para ver qual era o motivo do alvoroço. E lá estava um Senhor engravatado que se apresentava como um membro dos Testemunhas de Jeová. Conversa vai, conversa vem, eis que de repente uma compota explode e a casa arde em chamas.
Desolada com a perda de sua casa e de seu “ganha pão”, a bela camponesa caiu em pranto. Abatido com a cena da moça, o senhor lhe ofereceu um emprego na cidade, com um bom salário e horários flexíveis. Não tendo outra alternativa, Jaqueline aceitou e levou em sua bolsa apenas algumas roupas e compotas, tudo salvo do incêndio, deixando o último feixe de seu passado, Ruffus, com outra camponesa muito sua amiga. Porém o que a ingênua camponesa não sabia é que além de Testemunha de Jeová o senhor engravatado cujo nome de rua era Jack Jow, era o maior cafetão da cidade para além de ser Vocalista de dois grupos musicais, um de pagode metal e outro de reggae and roll. Tendo em vista que Jaqueline não possuía dote musical algum, só lhe restara fazer uso de sua sensualidade no serviço de ProNEPIMP (Profissional Noturna do Entretenimento Pessoal Íntimo Masculino Periódico) com perspectivas máximas de tornar-se a mulher do cafetão ou seguir a carreira de Mulher Fruta do Funk, podendo ser a mulher Melão, tendo em vista que ela possuía um belo e farto par de seios similares a suculentos melões. E esta foi a sua dúvida por algum tempo, antes que decidisse por tomar um dos rumos.
No momento em que chegaram à Metrópole Jack Jow a questionou sobre qual era sua decisão. A resposta proveu-se de um raciocínio de “menores danos estetico-físicos”, optando pela carreira do Funk.
Então lá foi a camponesa Jaqueline perder toda sua inocência e conspicuidade que já era pouca, e aprender a dançar o ritmo do funk. A partir desta data, a cada dia ela se tornava mais Mulher Fruta e menos Jaqueline a Camponesa, até o dia em que, no baile funk mesmo Jaqueline conhece um rapaz que mudaria sua vida daí por diante, um rapaz de feição simples e um pouco retraída, mas deveras bonito, na troca de olhares foi notável uma conexão entre os dois.
Daí por diante eles se conheceram melhor, tiveram brigas, se acostumaram com as diferenças e aprenderam a conviver com os vícios e costumes um do outro, até que um belo dia, em um momento nem favorável, nem desfavorável, Jaqueline dá a notícia de sua gravidez ao seu namorado e ambos decidem pela volta ao campo.
Na chegada descobre-se que ambos eram da mesma região, porém, cada um morava em um dos extremos da vila e nunca houveram se encontrado por mais de 30 segundos. Ao decidir ir buscar Ruffus seu cão, Jaqueline descobre também que sua amiga era meia-irmã do seu então noivo.
Então eles ergueram a casa, porém decidiram não apenas plantar melão, mas sim plantar todo o tipo de verdura ou fruta que servisse de alimento, assim surgiu a até hoje bem-sucedida JM Hortifrutigranjeiros ltda. E então Jaqueline viveu rica, famosa, bela e feliz para sempre.